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#095: The Bard's Song (In The Forest)

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Uma breve pausa em meio à agitação dos Jogos Olímpicos. Não tanta agitação uma vez que, com a Universidade fechada, ficar em casa vendo televisão e trabalhando tem sido a melhor opção. Viajamos, eu e Jessica, à Campinas, em São Paulo, mais precisamente à Unicamp, para assistir a defesa de tese de doutorado do meu amigo de longa data, Francisco Senna. Fomos e voltamos durante as madrugadas, aproveitando o tempo de ônibus para dormir (e economizar já que passagens aéreas que estavam muito caras). No caminho ainda, uma rodoviária invadida por turistas caipiras olímpicos, uma breve aventura Uber vs. Táxi (e uma motorista de Uber perdida na sua própria cidade), lanche de madrugada no gélido Graal de Resende, uma excelente pizza paulistana (como sempre) e soluções inesperadas de se utilizar ônibus públicos para fugir da confusão do trânsito. Ainda foi uma boa oportunidade de visita à Unicamp. Já havia ido para fazer um curso, lá em 2013, no fim do mestrado. Na época, fiquei alojado no...

#094: Aquele Abraço

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Nos últimos dois anos, o Rio de Janeiro, cidade na qual nasci, vivo e trilho esse doutorado, recebeu os dois maiores eventos esportivos do mundo: a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e, desde ontem, os Jogos Olímpicos. É um barato estes eventos históricos para o país fazerem parte desta Trilha. Muito investimento foi feito para que fossem realizados os Jogos. Muita grana dos cidadãos para construir as Arenas Olímpicas e centros de treinamento, mas também convertidas em outras melhorias, como novos aparelhos de trânsito, representados pelos BRTs, VLTs e novas linhas de Metrô. A revitalização de toda a zona portuária da cidade, marginalizada por muitos e muitos governos antes. Se essas foram as melhores escolhas, bem, vou deixar essa discussão para outro momento. Minha Universidade também tem ligação direta com os Jogos. Não apenas recebeu investimentos para a construção dos campos de treinamento de Rugby e Pólo, como o Instituto de Química, do qual faço parte, é responsável pel...

#093: Rainbow in the Dark

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Um apanhado de boas notícias. Sim, para variar um pouco as postagens!  Tive um artigo finalmente aceito e publicado depois de uns quatro meses em avaliação só nessa revista. Mais um pouquinho da tese ganhando oficialidade científica. Enquanto isso, tenho pelo menos três artigos para trabalhar no texto e, infelizmente, continuo péssimo nessa produtividade. Espero que os Jogos Olímpicos que se aproximam, e vão significar muitos e muitos dias de casa, ajudem a colocar essas coisas em dia. Uma etapa importante foi terminada para Jessica também. Ela finalmente conseguiu concluir a graduação em Química e ser aprovada com bolsa para o Mestrado aqui na UFRJ também. É um peso enorme que tiramos das costas, agora que temos planos mais claros para os próximos meses e um grande alívio financeiro também. Torço para que ela não seja infectada pelas minhas desilusões acumuladas, porque não é uma boa forma de se começar uma Trilha. E, também, uma boa notícia que anunciei algumas posta...

#092: Alagados

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Não tem sido exatamente os melhores dos tempos por aqui.  Nos últimos dias, um aluno da Universidade foi encontrado morto no campus. Diego Machado era aluno de um dos cursos da Faculdade de Letras e teria sido alvo de um crime de homofobia e racismo. Era ativista e havia denunciado abusos cometidos pela segurança particular da Cidade Universitária contra outros alunos moradores do Alojamento. É um retrato da sensação de insegurança que nos permeia, em meio à crise econômica do Estado, combinada com o preconceito e a opressão presente na própria alma da UFRJ em sua origem. Deveriam ser dias para que as atividades fossem paradas e esse caso fosse lembrado e discutido. Ao contrário disso, ao chegar no campus, tudo que temos é uma festa bizarra de recepção de calouros e professores que seguem só preocupados com seus currículos como se nada tivesse acontecido. Só consigo ficar triste. Depois dos tempos difíceis de doença em casa e agora preparação para as provas da Jessica. É m...

#091: Our New World

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Músicas são adicionadas à esta Trilha das formas mais diferentes. A minha forma preferida, confesso, é como memória de grandes shows que assisti. A noite de ontem foi magnífica e vou me conter à ela, sem muitas novidas sobre o corre-corre vigente no doutorado. Dream Theater , notadamente uma das minhas bandas favoritas (diria até a favorita em atividade (considerando "em atividade" por lançar discos com composições relevantes e turnês atuais, né)). Se apresentaram na noite passada aqui no Vivo Rio (para minha felicidade, a casa de espetáculos com melhor acústica da cidade), executando, na íntegra, o épico disco The Astonishing , lançado ainda no início deste ano (como já contei em postagens anteriores). Lá estava eu, obviamente acompanhado de minha esposa, na primeira fila para assistí-los. O disco teve um efeito muito maior ao vivo do que eu esperava. Vários problemas que eu observava, como o excesso de "finais" do disco, não são notados. A maior produçã...

#090: Layla

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Uma noite sem sono. Uma comédia ruim na televisão. Chove muito lá fora. O som dos aviões decolam entram pelas minhas janelas, o que consegue dar medo até em quem não está dentro deles. Uma música repetindo na cabeça. As plantas encharcadas na janela. Alguma fome, sempre. Um monte de abas abertas no navegador, perdidas entre este blog , artigos e vídeo-aulas. Solitário ainda que acompanhado. Dias de casa são sempre dias difíceis mas as noites são ainda piores. Atividades de casa, de lavar, passar, arrumar, limpar, secar. Ir ao supermercado para ouvir música, caminhar e comprar itens perto do vencimento. Rodar cálculos e cálculos e, claro, organizar resultados.  Assistir um futebol aleatório, comer um bolo velho e trocar as cordas da guitarra. Minha relação com os tópicos da minha tese é como a com Layla . Deveria ser obrigatória em qualquer repertório, senão não se justifica nem ter uma guitarra. Sempre parece uma boa idéia aprender e investir, mas na correria e falta de di...

#089: Ainda É Cedo

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Eu ando numa vibe musical muito peculiar e vou tentar contar um pouco sobre ela hoje. Ainda não me adaptei muito a ouvir música no novo caminho (e muito mais curto!) para a Universidade e nem durante as sofridas idas à academia. Tenho mesmo ouvido mais música em casa e no trabalho, o que acaba restringindo a playlists em canções mais leves e que privelegiem a concentração. Isso tem resultado em poucas e, digamos, aleatórias aparições nesta Trilha. Não apenas isso mas uma verdadeira conjunção de fatores me trouzeram de volta às essências do rock nacional. A possibilidade (frustrada, como já foi contado antes) de passar um tempo fora do país durante o doutorado aflorou um pouco a relação sentimental com a música daqui da minha terra. As lembranças de adolescência e das primeiras músicas cantadas e tiradas no violão. A proximidade das boas letras de canções cantadas na sua própria língua (e a saudade que fazem no cenário musical atual). Poucas bandas representam t...