#091: Our New World

Músicas são adicionadas à esta Trilha das formas mais diferentes. A minha forma preferida, confesso, é como memória de grandes shows que assisti. A noite de ontem foi magnífica e vou me conter à ela, sem muitas novidas sobre o corre-corre vigente no doutorado.

Dream Theater, notadamente uma das minhas bandas favoritas (diria até a favorita em atividade (considerando "em atividade" por lançar discos com composições relevantes e turnês atuais, né)). Se apresentaram na noite passada aqui no Vivo Rio (para minha felicidade, a casa de espetáculos com melhor acústica da cidade), executando, na íntegra, o épico disco The Astonishing, lançado ainda no início deste ano (como já contei em postagens anteriores). Lá estava eu, obviamente acompanhado de minha esposa, na primeira fila para assistí-los.

O disco teve um efeito muito maior ao vivo do que eu esperava. Vários problemas que eu observava, como o excesso de "finais" do disco, não são notados. A maior produção de apresentação da banda que já havia presenciado, com um cenário lindíssimo de LEDs, com cenas que ajudavam a contar a estória. A bateria também é muito mais presente e viva, em concordância às próprias críticas do Mike Magini à mixagem e masterização do mesmo. 

E o LaBrie... Bem, o LaBrie arrebenta como nunca antes! Se a estória contada demanda a interpretação dos momentos e dos personagens, ele é o cara para fazer isso. Talento que é muito raro em cantores de metal. Parece realmente recuperado dos problemas nas cordas vocais que o aflingiram por anos, acertando algumas notas realmente inesperadas.

No mais, é claro, escolhi ali meu lugar do lado direito do palco, próximo à John Petrucci, um dos meus guitarristas favoritos e que muitas vezes já pude assistir ao vivo (começando no G3 lá em 2005, quando nem era o ogro gigantesco que se tornou agora). Seus timbres pesados, resultados da combinação cruel de suas guitarras signature Majesty da MusicMan e os amplificadores MesaBoogie, são os que mais gosto quando o assunto é heavy metal. E parece tão fácil aquilo tudo que ele faz...

No parte final da apresentação, pudemos nos levantar e aproximar do palco. Por várias vezes me pegava emocionado por ver tão de perto esses caras que são realmente parte da minha vida. O resultado foi um "aperto de mão" com o ídolo da guitarra e uma palheta usada por ele como souvenir para casa. Nunca tinha dado uma sorte dessas e foi justo com eles! Agora é emoldurar junto com os ingressos para mostrar para todo mundo que vier me visitar.

Our New World é um dos grandes momentos do disco e, certamente, do show também. As canções de encerramento da estória são muito bonitas e emotivas e trazem certa mensagem de esperança de um mundo melhor, e com a ajuda da música. É um pouco do que eu acredito e sou, um pouco além do doutorando. Doutorando feliz, que tem realizado muito "sonhos de shows para assistir" durante esses quatro anos de caminhada.



"Like her father once said
Love is not what you’re given
It is how you decide to live
On the path you have chosen

So together we’ll build a new world
A better world
We’ll build a new world
Our new world"

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