#093: Rainbow in the Dark
Um apanhado de boas notícias. Sim, para variar um pouco as postagens!
Tive um artigo finalmente aceito e publicado depois de uns quatro meses em avaliação só nessa revista. Mais um pouquinho da tese ganhando oficialidade científica. Enquanto isso, tenho pelo menos três artigos para trabalhar no texto e, infelizmente, continuo péssimo nessa produtividade. Espero que os Jogos Olímpicos que se aproximam, e vão significar muitos e muitos dias de casa, ajudem a colocar essas coisas em dia.
Uma etapa importante foi terminada para Jessica também. Ela finalmente conseguiu concluir a graduação em Química e ser aprovada com bolsa para o Mestrado aqui na UFRJ também. É um peso enorme que tiramos das costas, agora que temos planos mais claros para os próximos meses e um grande alívio financeiro também. Torço para que ela não seja infectada pelas minhas desilusões acumuladas, porque não é uma boa forma de se começar uma Trilha.
E, também, uma boa notícia que anunciei algumas postagens atrás e deixei para explicar melhor quando estivesse melhor resolvida. Depois da decepção do não-sanduíche para trabalhar com o professor Mario Barbatti na Aix-Marseille Université, continuei em contato com ele para tentar tocar a colaboração, ainda que a distância. Aprendi um pouco da prática do software escrito por ele para obter espectros eletrônicos e consegui aplicar a alguns de meus problemas. Ideias foram discutidas e ficava a vontade de tocar essas coisas ainda durante o doutorado, para que compusessem a tese. Pois bem, resolvi investir toda a grana da minha taxa de bancada em um mês de estágio na França, para conseguir tocar esse trabalho de fato. Junto com isso, participar de um workshop que estão organizando, com vários especialistas da área e ainda poder apresentar a minha pesquisa.
Depois de várias trocas de e-mails e até uma reunião via Skype, comecei a organizar a viagem também. Passagens, hospedagens, coisas que parece que nunca acabam. Tarefas adicionais para um estudante já atarefado. No fim, esse vai ser o meu grande investimento do doutorado, pensando nas portas que isso pode abrir no futuro, tanto em colaborações quanto em possibilidade de trabalho no exterior. Agora é dar duro nisso e torcer.
Quanto à música, foi uma escolha difícil essa. Confesso não estar escutando muita música, principalmente novas aquisições à Trilha. Isso representa um pouco do vazio que tenho vivido nas últimas semanas, ou representa a falta de tempo sozinho para me dedicar à audição. Quando isso acontece, os dedos recorrem logo aos clássicos. Poucos clássicos são tão clássicos para mim quanto o Dio.
Famoso como vocalista do Black Sabbath, Dio foi uma daquelas pedras fundamentais do Heavy Metal. O maior cantor do estilo, influenciando todos os grandes que vieram depois. Na minha opinião, o maior intérprete também, com leituras diferenciadas das canções em um meio de tantos tecnicistas robóticos. Sua carreira solo é cheia daquelas faixas que são o metal em sua definição. E, bem, Holy Diver é fácil um dos meus discos favoritos. E esse clássico vem dele.
Deixado sozinho como um arco-íris no escuro. E não quer dizer que esteja derrotado.
"When there's lightning, you know it always brings me down
'Cause it's free and I see that it's me
Who's lost and never found
I cry out for magic, I feel it dancing in the light
It was cold, I lost my hold
To the shadows of the night
No sign of the morning coming
You've been left on your own
Like a rainbow in the dark
A rainbow in the dark"