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#079: Romance Ideal

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As últimas semanas foram dedicadas à muita pesquisa. E antes fosse a minha pesquisa científica. Madrugadas em imobiliárias na internet ou tardes de verão carioca de caminhadas pela Zona Norte e Ilha do Governador, em busca de um apartamento de preço honesto, boa conservação e localização segura (além da subjetiva e questionável aceitação dos pais dos noivos).  Depois de diversas e diversas tentativas, finalmente encontramos e contratamos um apartamento de condomínio. Fica na Ilha do Governador, bairro Portuguesa, relativamente próximo ao Fundão. Digamos que o mais próximo possível para ter decência na qualidade de vida. Não é muito grande mas tem dois quartos (e um já vai virar escritório!) e é o suficiente para nós dois. Está bem conservado, apesar de faltarem tomadas e de umas quinas mal feitas. É fresco e um ótimo lugar para ser o meu próximo lar. No meio dessas desventuras, tenho ido ao Fundão muito muito cedo e saindo para essas furadas depois do almoço. Nas manhãs solitá...

#078: Society

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O dia de hoje é bastante especial e merece uma publicação diferente. Meu amigo Lautaro defendeu seu doutorado, concluindo sua saga de pós-graduação nas nossas terras tupiniquins. A canção aqui apresentada não é originada da minha própria Trilha e sim da história dele. Me disse que essa canção do Eddie Vedder lembrava dos dias que ia ao seu laboratório LIFE na UFRJ e encontrava com todo o pessoa. Lautaro é um amigo feito durante a pós-graduação, onde nos conhecemos já nas primeiras disciplinas com o professor Chaer (na época, eu estava ainda no mestrado). Amigo Rubro-Negro, ainda que vindo da Costa Rica, e companheiro de sofrências no Maracanã. Conheci também seu pai em uma das visitas ao Brasil, um senhor muito culto e divertido, professor de Lógica na universidade de lá. Lembro até de ter passado a noite em sua casa certa vez depois de uma sessão de PizzaHut e estudo. Em um momento importante da pós-graduação, enquanto enfrentávamos os descontentamentos com os resultados de n...

#077: The Long and Winding Road

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E o ano começa assim: uma estrada longa e sinuosa adiante.  Não poderia ter trilha mais propícia para o primeiro nascer do dia de 2016, na praia de Copacabana. Um momento inspirador para esse reinício que não apenas eu assim como todos os meus companheiros nesse Reveillon parecemos precisar. A maior novidade que tenho para contar por agora é que, depois de aproximadamente quatro anos de namoro, pedi Jessica em casamento. Era uma espécie de combinado que tínhamos para o caso da minha tentativa de doutorado sanduíche furar, como de fato ocorreu. Não temos tempo a perder mais ficando nas casas dos nossos pais e tudo mais. E temos planos juntos, inclusive de tentar a sorte no exterior depois dos doutorados e tudo. O momento é esse.  Neste novo ano, a vida precisa dar mais um passo. Preciso assumir o controle dela. Isso é importante para o ser humano e para o profissional que por aqui trilham, simultaneamente. Isso será feito. Serão alguns meses de muitas novidades, d...

#076: Pra Tudo Acontecer

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Pensando em uma breve retrospectiva, foi muito difícil este último ano que termina. Muito trabalho que gerou muito poucos resultados, o declínio da já limitada estrutura da UFRJ, a frustração da bolsa sanduíche negada, temporada difícil para o meu Flamengo, a perda do amigo de laboratório Pedro, as bobagens e absurdos que tive que ouvir e viver em cada dia que se passou.  Muitas mudanças de planos duras e indesejadas. Mesmo assim, todo  7x1 tem o seu gol de honra. Viajei para diversos lugares em 2015, como Brasília para visitar a família,  Penedo e  São Paulo de passeio com Jessica, e para Bogotá na escola do PREFALC. Conheci pessoas muito legais, consegui me reaproximar de outros antigos amigos e ainda teve a volta do Rene à Universidade depois de seu sanduíche. Mas esse único gol, esquecido depois da goleada, ainda foi pouco. Durante esse ano, fui a três shows da banda Suricato. O último deles nesse último dia de  2015, na festa de Reveillon em Copaca...

#075: Tempo Perdido

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Uma notícia ruim parece só se tornar verdade ao contarmos para outras pessoas. Tenho tentado adiar ao máximo contar às demais pessoas que meu pedido de bolsa doutorado sanduíche foi negado.  Apesar dos avaliados científicos do projeto terem se mostrado favoráveis, inclusive com diversos elogios ao orientador no exterior e à pesquisa proposta, a justificativa que recebi do CNPq foi  "Sua proposta não pode ser atendida frente à disponibilidade de recursos para esta demanda.". Não apenas eu recebi essa resposta, como a mesma foi padrão a todos (isso mesmo, todos!) os inscritos. Nenhuma bolsa foi conferida, o que é uma falta de respeito aos estudantes e pesquisadores que disponibilizaram de tempo para escrever as propostas e tudo mais. Era melhor fossem honestos e que não tivessem aberto o edital, mas, no Brasil, as aparências e políticagens vem sempre mais importantes. O que sinto é uma mistura de fracasso e vergonha. Não é nada fácil. Havia muita coisa em jogo aqui. Pl...

#074: Naquela mesa

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Há mais ou menos cinco anos atrás, perdíamos, em um terrível acidente de trânsito, nosso amigo Erick Libório. Voltávamos para nossas casas conversando e brincado, depois de um dia de Universidade. Atravessava a rua quando fora atingido por um ônibus e não resistiu. As semanas seguintes foram os tempos mais difíceis de toda a graduação. Erick foi a primeira pessoa com quem falei ao entrar na UFRJ (descontando os conhecidos do tempo de Cefet-Química). Nos conhecemos na fila da matrícula enquanto ele reclamava dos pernilongos, indagava se eu gostava de Slipknot e contava que deixara uma oportunidade de jogar no Madureira para fazer faculdade. Sua presença em nossas vidas foi extremamente intensa, com seu implacável senso de humor (e até mesmo de bullying ), inteligência e humanidade acima da média. Passamos por coisas incríveis juntos, como quando assistimos a final do Campeonato Brasileiro de 2009 em um telão na rua. Na época, iniciávamos um projeto musical bastante peculiar juntos,...

#073: Can't Stop

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Sempre consigo fazer meus painéis para congressos com alguns dias de antecedência. Dessa vez, bem, dessa vez foi diferente.  Resolvi conseguir alguns resultados novos para levar ao SBQT e os cálculos não saíram exatamente como eu planejava. Às vezes o cálculo que parece mais trivial simplesmente resolve não convergir. E assim aconteceu. Depois de muita briga, consegui os valores de energia e intensidade que precisava para plotar o espectro e, assim, fazer a figura que completaria o painel já no final da tarde desta quinta-feira. Não pareceria tão de última hora assim se não fosse o fato de que comecei a fazer o cartaz quando cheguei ao laboratório pela manhã. Assim como comecei os cálculos nessa mesma manhã. E que amanhã é feriado. E a primeira coisa que fiz ao chegar na faculdade foi passar na gráfica e perguntar até que horas eu poderia entregar o arquivo do painel para ser impresso ainda hoje. E entregar quase meia hora depois do horário combinado. No estilo  Jack...