#083: Olhos Vermelhos
A Trilha deste doutorado reserva, por vezes, surpresas musicais muito especiais.
Como já contei em oportunidades anteriores, o Capital Inicial é uma banda presente na Trilha da minha vida, vinda lá da adolescência, quando lançaram o disco Acústico MTV lá no ano 2000. Foi um dos primeiros shows que lembro de ter assistido em DVD, as primeiras canções que lembro de cantar sem parar por aí (talvez até aí que eu tenha começado mesmo a cantar!) e que aprendi a tocar no violão anos mais tarde. Algo que não jamais esperaria até então era poder ter a experiência de assistir pessoalmente um show acústico desses caras. E vejam só, ontem isso aconteceu!
No final do ano passado, lançaram um novo acústico, gravado em Nova Iorque, Acústico NYC, revisitando canções lançadas desde o disco anterior e algumas homenagens ao Legião Urbana e Charlie Brown Jr. e participações especiais de Seu Jorge e Lenine. Muitas destas foram parte da minha Trilha em anos posteriores, como também já comentei por aqui antes.
O show aqui no Rio de Janeiro foi um dos primeiros shows da turnê, no qual marquei presença junto da minha noiva e minha irmã. Foi uma incrível viagem no tempo, junto de duas das pessoas mais importantes que tenho na vida e que compartilham a presença desses caras em suas respectivas trilhas. A produção do show e arranjos das músicas continuam impecáveis. A banda, em sua versão expandida, arrebenta no palco, utilizando os preenchimentos adicionais de teclados, percussão e mais e mais violões, além de bons vocais do Dinho, mesmo nos agudos. Não fosse o bastante, a carga emocional ainda foi ativada pelas canções extras tocadas depois do disco na íntegra. Canções, claro, do primeiro disco acústico.
Esse é um daqueles posts difíceis de escolher uma música só. Olhos Vermelhos é representativa lá da minha oitava série, vez que fiquei doente em casa por um par de meses e esse disco me fazia companhia enquanto não podia ir à escola ou fazer outra coisa qualquer. A releitura apresentada é mais do que digna, mais ainda ao vivo, e agora faz parte da trilha de um momento de tantas mudanças importantes na minha vida.
"Os velhos olhos vermelhos voltaram dessa vez
Com o mundo nas costas e a cidade nos pés
Pra que sofrer se nada é pra sempre?
Pra que correr se nunca me vejo de frente?
Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez"