#067: Como Devia Estar
E como o tempo passa rápido. O inverno mais quente da história (sem exagero, é verdade mesmo!) chega ao seu fim e tem início a primavera. Bem, as árvores do Fundão não concordam muito com isso e parecem acreditar mesmo que é outono, largando suas folhas pelo chão.
Essa época do ano me remete à essa canção do Capital Inicial, que me acompanha desde os últimos dias de Colégio Pedro II, do violão nas tardes vagas de Federal de Química, indo até a segunda (e última!) apresentação da COSQ Band, no encerramento da Semana da Química. Se junta, agora, aos dias de outono fora de época do doutorado.
Muito trabalho ultimamente. O artigo da camada interna da vanilina andou um bocado (concordando exatamente com isso meu orientador ou não). Fiz cálculos, figuras, texto, um monte de coisas. Tomara que isso saia logo. Ficarei bastante satisfeito de ter um trabalho de colaboração que foi totalmente tocado por alunos, enquanto os professores ficam esbarrando seus egos por aí.
Também comecei as minhas aulas de francês. Consegui um professor particular e estou tentando ganhar algum conhecimento dessa língua já que, se tudo der certo, posso estar trilhando meu doutorado em Marseille dentro de alguns meses. Se der errado, bem, aprender nunca é demais (apesar do investimento necessário).
"Folhas verdes caem no jardim
Coisas que começam pelo fim
Como chuvas de verão
Caindo em outra estação
Aonde quer que eu vá
Um dia tudo volta para o seu lugar
Um dia vai ficar como devia estar
Vai ficar como devia estar"