#019: A Kaleidoscope of Mathematics
A Beautiful Mind (Uma Mente Brilhante, aqui no Brasil), é um filme de 2001, dirigido por Ron Howard, ganhador dos Oscars de Melhor Filme e Melhor Diretor. Estrelado por Russell Crowe no papel de John Nash, indicado ao Oscar, e Jennifer Connely no papel de Alicia Nash, vencedora do Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante e absolutamente linda.
Assisti esse filme pela primeira vez bem na época do lançamento. Se me lembro bem até, em um VHS alugado. Ê, coisa antiga. Apesar de ter gostado bastante do filme naquela época, detalhes da vida acadêmica muito interessantes que são abordados me passaram despercebidos. Por sorte, o filme esta sendo reprisado na televisão bem na hora que eu estava indo dormir e, assim, não dormi muito essa noite.
A história começa com um jovem John Nash na peleja de seu doutorado em Princeton. Em meio às politicagens e ostentações do meio acadêmico, Nash estava determinado em ter uma 'ideia original'. Se recusava a assistir os cursos por achar que limitariam seus pensamentos e passava o tempo observando a natureza, as relações interpessoais e, claro, transformando tudo em grafos e números na janela de seu quarto enquanto sobrevivia a pressão da Universidade pela entrega do seu tema de tese.
E, de repente, Nash consegue a sua ideia. Uma forma nova de avaliar como construir uma melhor negociação entre mercados, desconstruindo toda a teoria econômica conhecida na época. Não sou grande conhecedor da área, então vou abster aos detalhes para não falar besteira demais. O ponto é que ele conseguiu. Ainda que o sistema não desse toda a liberdade para a inovação, quando vista ela foi aceita, reconhecida e estimulada. Assim John Nash chegou ao MIT e ao Prêmio Nobel de Economia.
Nesse ponto que eu me encontro. Resultante do choque de realidade dos trabalhos de um congresso nacional e um internacional, seguido da volta à Universidade das burocracias, sem elevadores e com faltas de luz do verão, além das discordâncias de métodos científicos e pedagógicos com meu orientador. Definitivamente preciso dar um rumo sério ao doutorado. Buscar uma ideia original, pois é disso que esse título se trata, e não mais apenas uma aplicação complicada de métodos já estabelecidos para problemas já resolvidos ou até irrelevantes.
E como se acha uma ideia original? Isso eu não faço a menor ideia. Mas o primeiro passo, certamente, é arejar a mente da situação habitual e se livrar um pouco das amarras e pressões do sistema estúpido da Pós-Graduação. Ler coisas improváveis e procurar problemas diferentes. Enquanto isso, atacar de cabeça o problema do qual o doutorado inicialmente foi planejado. Se resolvido logo, pode dar a tranquilidade para aproveitar o tempo em coisas realmente inovadoras ou, até mesmo, abrir as portas para que isso possa ser atingido.
Essa é só a primeira crise de prováveis muitas que virão. Geralmente resultantes de muitas reflexões, em busca de novos caminhos.
Que o ano de 2014 traga os ventos para o meu doutorado.
Quote of John Nash on 'A Beautiful Mind':
"Find a truly original idea.
It is the only way I will ever distinguish myself.
It is the only way I will ever matter."